MAURO BRANDÃO, mineiro de Caeté, escritor, poeta e músico, é Bacharel em Ciências Econômicas pela U

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Sobrevoando os aeródromos das palavras, Mauro Brandão - descendente hereditário da verve literária de Guimarães Rosa (a avó paterna, Georgina Pinto Rosa era prima de primeiro grau desse grande escritor) se lança no mundo da literatura através do seu livro, o romance Claraluz e o Poeta, lançado em outubro de 2014 pela Editora Letramento. Outros projetos literários estão sendo concebidos: "Coletâneas Virtuais I", poesias; "Na Solidão do Outro", romance psicológico; "Tempestade Magnética", ficção científica; "A História do Homem e do Universo: crítica ao fundamentalismo", ensaio filosófico; "Voltei Formiga", realismo mágico; "O Descobrimento de Outro Mundo", ficção científica; "Brincando de Deus", realismo mágico; "O Ladrão das Artes", infanto-juvenil; "De Volta ao Presente: história de alguns", contos; "Os Guardiões da Luz", segundo livro da trilogia de Claraluz e o Poeta; "Olavo e o Mestre", autoajuda.

Mauro Brandão é músico, tecladista do Coral Juvenal Alves Vilela e fundador e membro da banda Nova Estação

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Reta Final

As vezes me sinto um veterano, mas sou na verdade (e sempre serei) um marinheiro de primeira viagem. Sinais de um cansaço bom despontam em meu organismo. Um cansaço de 11 meses, 372 páginas e 51 capítulos escritos em Claraluz e o Poeta. Um cansaço de maratonista, que mesmo estando a sentir o esgotar de suas energias, busca nas pilhas que lhe restam os elétrons capazes de acender as ultimas lâmpadas do processo criativo.

Faltam três capítulos: o 52, o 53 e o Epílogo. A estória delineou-se: princípio, meio e fim coerentes, um prédio de 54 andares, faltando somente três. Um sentimento de nostalgia toma conta do meu ser sempre à deriva. O pós-Claraluz e o Poeta é avistado por mim: Terra à vista! Jamais imaginei correr em volta da Lagoa da Pampulha, mas eis que aqui me encontro, pingando suores da mente, saíndo de um tunel, diferente do que era antes da entrada.

Músicas, poemas, romantismo, erotismo, enigmas, ação, aventura, reflexão, alegrias e tristezas, realismo, surrealismo e realismo fantástico, risos e lágrimas, paixão e sedução, armadilhas e conquistas, emoções e emoções. Tudo isso e muito mais são os ingredientes de Claraluz e o Poeta, filho gestado, presetes a nascer, mergulhado no Universo-mãe, e despontando-se para o Universo-Pai.

Nestes 11 meses, mais de 3000 amigos feicibuquianos, amores despertados, de norte a sul, do Rio Grande do Sul a Roraima, aquém e além-mar, em Portugal, Estados Unidos, Espanha, Itália, Inglaterra, França, Alemanha, Indonésia, Líbano, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai. Amigos de Caeté, Sabará, Belo Horizonte, Pouso Alegre, Divinópolis, Uberaba, Barbacena, Varginha... equipe formada, uma empresa que desponta, a 4eUm Digital Marketing (www.4eum.com.br), expectativas sangradas na sangria criada por este autor ansioso, compulsivo e principalmente otimista, otimizando a crença de que os sonhos são frutos do acreditar. Eu acredito em sonhos e nos dons que recebi do Mestre da Existência. Por isso caminho teimosamente, sem medo, sem medo de ser feliz.

Claraluz e o Poeta está na beira da realidade, atravessando generosamente e guimarãesrosamente a terceira margem do rio de nossas vidas, canoa construída com madeira forte e resistente às águas que virão. Águas que passaram, águas que passarão, passadas de passarinhos, passaredos e arvoredos frutados e furtados da imaginação que sai da alma e cai noutras almas longínquas, longinquas e tão perto de nossas mãos, longínquas como estão os beija-flores dos néctares de suas flores.

A força vem do alto, Altíssimo, distribuidor de forças a todos vocês, amigos, que me empurraram, acarinharam e me abasteceram. Claraluz e o Poeta enxerga a luz do fim do túnel, a luz da saída do útero para o parto feliz de encontro ao mundo, ao vasto mundo de Camões.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Encontro de Claraluz e Mandel

Depois de 10 meses escrevendo Claraluz e o Poeta, realizei um sonho. Escrevi o capítulo 48, onde acontece o primeiro encontro entre os dois personagens principais do romance. Desde quando comecei a escrever, este momento já era previsto por mim, e por ser assim, uma louca ansiedade me tomou conta. É como estar escalando uma montanha, aonde você sabe onde quer chegar, mas que para chegar precisa escalar todo aquele cume íngreme, que te exige destreza e cuidado, pois qualquer passo em falso você pode despencar lá de cima e ver seu projeto arruinado.

Não foi assim com Claraluz e o Poeta. Todos os passos foram cuidadosamente pensados para chegar neste clímax. Este livro terá 52 capítulos. Os quatro que restam (49, 50, 51 e Epílogo) são consequência do que acontece neste cap. 48. Por isso, quero dividir especialmente este momento com três pessoas que estiveram desde o início desta odisseia de escrever 357 páginas e 149.134 palavras, de acordo com o contador do word. Estas pessoas são, Alice Okawara, Clarissa Cruz e Sara Soares Oliveira (em ordem alfabética, porque são igualmente importantes para mim, como aliás, todos vocês).

Alice, professora e artista plástica, por abraçar a causa desde a primeira postagem de um trechinho no Facebook, depois se tornando a ilustradora do livro, através de um maravilhoso projeto visual que envolve primeiramente os desenhos que ela cria a partir da leitura de cada capítulo, para depois passar para o projeto fotográfico, que a montagem dos objetos desenhados primeiramente.

Clarissa, a professora Clarissa Cruz, da UNIVAS - Universidade do Vale do Sapucaí, em Pouso Alegre, que, mesmo antes de postar os primeiros trechos, já trocava de ideias comigo sobre um romance que ainda estava nos seus primeiros capítulos, primeiro pelo Facebook, depois juntando a muitas conversas por telefone, e avançando  cada vez mais nas descobertas da psique.

Sara, querida amiga itabirana, com o privilégio de respirar os ares do grande poeta, Carlos Drummond de Andrade. Formada em Estudos Sociais, História e Geografia, Sara é aquela pessoa especial em minha vida, que se tornou uma espécie de crítica literária, ao receber os caps depois que eu termino cada um. Um bate bola pelo FB, por email e por telefone, tantas e tantas vezes (de convés cheio).

Escrevi esta nota em comemoração ao encontro de Claraluz e Mandel, da médica Clarissa Montenegro e o sociólogo Mandel Ferreira Guimarães. O encontro que será ansiosamente esperado pelos leitores que lerem este romance, sentimento que brotará desde as primeiras páginas, quando Mandel e Claraluz se conhecem ainda numa sala de bate papo, e nem os nomes um do outro eles sabiam ainda. Eu tive que esperar 10 meses pra escrever as tão sonhadas páginas para um livro que se pode ler em dois dias, conforme o interesse despertado.

E neste mês de setembro, o ponto final estará colocado em Claraluz e o Poeta. Muito trabalho vai acontecer depois deste período, mas será uma nova etapa. Com certeza, muitas modificações no texto ainda acontecerão, junto com a revisão do professor Geraldo Ganzarolli, as conversas com as editoras (algumas já iniciadas), os planos de captação de recursos e os planos de distribuição. Os planejamentos, junto com a minha querida amiga de infância, Margareth Pinheiro, quanto ao lançamento do livro em várias regiões, inclusive com perspectivas mais concretas de se lançar em Lisboa, Portugal, já numa primeira fase de lançamentos, e os avanços de divulgação junto com esta maravilhosa empresa de jovens inteligentes, obstinados e sonhadores, a 4eUm Digital Marketing (Izabela, Luana, Pedro e Vanessa) www.4eum.com.br, já imaginando com eles, inclusive, um belo audiobook, pois Claraluz e o Poeta é um livro que não economizou nas inserções de pequenos trechos de muitas músicas que nos deliciam sobre esta superfície terrestre, podendo se tornar um livro muito consumido pelas vias auditivas, como nas velhas novelas de rádio.

Tem muita gente pra citar, que acredita neste projeto e nesta obra, que será a primeira de tantas quantas Deus permitir. Mas agora deixo a homenagem a estas três queridas pessoas, e aos meus carismáticos personagens, Claraluz e Mandel, que enfim se encontraram, numa belíssima cena, digna das grandes novelas que já assistimos na TV brasileira, onde todos torcerão para que sejam muito felizes.

Um brinde ao encontro da Claraluz e o seu poeta.

Mauro Brandão


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Trajetória Virtual de Claraluz e o Poeta

O tamanho do espaço que Claraluz e o Poeta vem ganhando, a cada dia, na internet, é obra do acaso, do não-planejamento, da coincidência, ou talvez, da sincronicidade, palavra usada pelo pensador psicólogo Carl Gustav Jung para descrever fenômenos que aparentemente parecem coincidências, mas que se explicam no terreno dos fenômenos psico-científicos.

Tudo começou, há alguns meses, quando postei um trecho de um capítulo em um mural de uma amiga no Facebook. Esta amiga já era conhecida antes de tornarmos amigos no Facebook, e portanto conhecia particularidades de sua vida, a ponto de fazer um paralelo com sua história e um trecho da estória de Claraluz e o Poeta. Pois bem. Depois de postado este trecho, algumas pessoas, além dela, leram o trecho e sentiram-se atraídas. Gostaram, e me pediram para postar mais trechinhos. Estas postagens posteriores viraram uma bola de neve. A cada postagem, mais pessoas liam e comentavam, curtiam e apaixonavam-se com a história em construção.

Este envolvimento ascendente está fazendo de Claraluz e o Poeta um fenômeno curioso. Um livro ainda não acabado, que conquistou e conquista, a cada dia, pessoas, que se tornaram fãs incondicionais deste romance que está em gestação e ainda não nasceu. E hoje, Claraluz e o Poeta extrapola as fronteiras nacionais, ganhando adeptos e fãs em outros países, como Estados Unidos, Portugal, Espanha, Suíça e Itália.

E deste mesmo acaso, que se transformou numa nave concreta, constituiu-se uma equipe já formada: Sara Soares de Oliveira - crítica literária, Geraldo Ganzarolli - revisor, Lincoln Grigório Pinto - advogado e cordenador institucional, Alice Okawara - ilustradora, Margareth Pinheiro - chefe de cerimonial para os lançamentos do livro, empresa 4eUm Digital Marketing (www.4eum.com.br) - divulgação, responsável pelo site Claraluz e o Poeta (www.claraluzeopoeta.com.br). Somada a esta equipe, conversações iniciadas com duas grandes editoras de âmbito nacional, uma com sede no Rio de Janeiro e outra com sede em São Paulo.

E com a energia emanada dos espíritos de Jorge Amado, saravá, Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade, Claraluz e o Poeta caminha para um lugar reservado na história literária brasileira, penetrando, mineiramente, em direção ao além-mar e desfazendo-se, num passe, a Babel das palavras que não se comunicam.


Que a benção do Grande Arquiteto seja derramada nesta obra artística, para o bem dos espíritos que rejubilam-se com a arte e a magia.

Abraços
Mauro Brandão

PS: Não revelei o nome da amiga mencionada no 2º parágrafo em respeito a sua privacidade, mas, depois de sedimentada a obra, vou conversar com ela e solicitar a sua autorização para divulgar o seu nome e sua história. Vocês entenderão porque a vida dela encontra um paralelo com esta passagem em Claraluz e o Poeta.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Na Solidão do Outro

Enquanto finalizo a odisseia de "Claraluz e o Poeta", invisto nos meus outros projetos literários. E estou apostando firmemente em "Na Solidão do Outro". Numa narrativa em 1ª pessoa, construída pela estória emocionante de Frederico Zanon, que descobriu que possuía dons peculiares, pois ele, depois de um certo tempo, descobriu que, em sonho, vivia a vida de outras pessoas, e passava a descobrir a história de outras pessoas. O livro, uma ficção psicológica, começa com uma página de uma frase apenas, de Clarice Lispector. Assim, quero compartilhar o início desta impressionante história:



E ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão. 




A
história que vou contar é impressionante e única. Muitos de vocês, ao saberem do dom singular que carrego, ficarão com inveja. Gostariam de ter os poderes que tenho. A vocês, digo: Não queiram! Na medida em que souberem o que passei, entenderão que o fardo que carrego por toda a minha vida é quase insuportável.        
O meu nome é Frederico Zanon, e tudo aconteceu quando comecei a sonhar com algumas pessoas, algumas minhas conhecidas, outras que não faziam parte do meu rol de amizades, algumas eram pessoas públicas, como políticos e artistas, e ainda algumas que eu nunca vi e nem sei se existem ou existiram. Todas às vezes eu acordava muito assustado quando sonhava com alguém, pois eu sonhava com a pessoa como se eu fosse ela, num realismo impressionante.
Até que um dia sonhei com o Luís Carlos, um amigo de infância. Os laços de amizade com o Luís enfraqueceram pelas circunstâncias da vida. Ele foi viver a sua vida e eu a minha. Mas, por obra de um fato inacreditável,sonhei que eu era o Luís, e que eu, na pele do Luís, me sentia desanimado com o casamento. No sonho, a minha mulher, que na realidade era a mulher do Luís, e eu vivíamos uma crise que parecia insolúvel. Depois de 15 anos casados, não conseguíamos nem olhar um para o outro. Sexo era uma palavra que não existia no dicionário do meu casamento, ou melhor, no casamento do Luís. Não nos suportávamos, e no sonho, a minha ideia fixa era divorciar-me de vez. Olhava aquela mulher com desprezo, e ela também me olhava com desprezo.
E no sonho, ativava as minhas lembranças, que eram na verdade as lembranças do Luís Carlos. Lembrava-me das minhas amantes, e aquelas lembranças eram bálsamos em meio à constante tortura em que eu vivia ao lado daquela mulher. Chegava a minha casa desanimado, e sonhava somente com o divórcio. Por uma situação peculiar, a separação tinha barreiras difíceis de serem resolvidas. Nas lembranças em sonho, quando o Luís –eu no sonho –casei-me com a Sabrina, uma condição nos impedia de separarmos. Muito machista, fiz questão de que a minha mulher não trabalhasse, e eu a sustentaria. Sabrina era uma menina de 16 anos apenas, e morava numa roça de uma cidade do norte de Minas Gerais.A conheci quando ela veio passar férias na casa do irmão. Nos conhecemos num clube que tinha piscinas, quadras de esportes, etc. Ela era um mulherão, e logo tratei de apresentar-me a ela. Conversamos por uma hora, aproximadamente. Depois disso, eu tinha compromissos e precisava ir embora. Pedi a ela que me acompanhasse até meu carro, um velho fusquinha, que estava no estacionamento do clube. Ela veio comigo, e lá nos beijamos muito. Sabrina tinha um corpo perfeito. Uma menina de 16 anos, mas um corpo de uma mulher de revista Playboy. Fiquei tarado com aquela mulher. Marcamos um novo encontro. Saímos de fusquinha no outro dia, e fomos a um poço para nadarmos. Nadamos pelados, e lá, naquele poço, aconteceu a nossa primeira transa. Aquele dia foi muito engraçado. Percebemos depois que algumas pessoas ficaram escondidas, no mato, nos observando. Eram trabalhadores que catavam lenha para um forno que funcionava clandestinamente numa clareira no meio daquela mata.
(...) 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Brincando de Deus

Ô gente.

O caldo da criatividade está transbordando. Hoje, mais uma ideia-força para um novo livro brotou - Brincando de Deus. Mais uma estória nascida da falta de limites à imaginação. Para o escritor, a imaginação é a realiação do impossível que se torna possível nas palavras saídas da boca da alma.

Depois conto detalhes.

Mauro

domingo, 26 de junho de 2011

A minha ligação familiar com Guimarães Rosa


Esta é uma foto de João Guimarães Rosa. Mencionar este notável escritor é para mim imperativo. Por uma dádiva do destino, acabei nascendo em uma família que possui laços sanguíneos com a família de Guimarães Rosa: A minha avó era filha de João Pinto Rosa, que por sua vez era irmão de Floduardo Pinto Rosa, que era o pai do escritor, ou seja, a minha avó, que assinava Georgina Pinto Rosa quando solteira, era prima de 1º grau de João Guimarães Rosa.


A minha avó virou Georgina Pinto Brandão quando casou com meu avô, Raimundo, e tiveram cinco filhos: Natalina, Nelza, Nelson, Nilson, que é o meu pai, e Neli. O meu pai, Nilson, casou-se com minha mãe, Lucy, e tiveram dois filhos, eu e Tarcísio.No final das contas, eu, Mauro Célio Alves Brandão, sou primo de terceiro grau de João Guimarães Rosa.


E em Claraluz e o Poeta, traços literários de Guimarães Rosa poderão ser encontrados, como neologismos, regionalismos e realismo fantástico.


E faltam poucos capítulos para que a obra chegue ao fim de sua construção.


Aguardem
Mauro Brandão

sábado, 25 de junho de 2011